Oficinas para implementação da Trajetórias de Sucesso Escolar foram realizadas em Bacabal

27/05/2022

Secretária adjunta, Socorro Guterres, participa da oficina sobre Educação Quilombola em Bacabal

O município de Bacabal recebeu o ciclo de oficinas estratégia Trajetórias de Sucesso Escolar Quilombola, realizado pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc), em parceria com a Secretaria de Estado de Igualdade Racial (SEIR), Conselho Estadual de Educação (CEE) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). A ação ocorreu na quarta-feira (25) e quinta-feira (26), no Centro de Ensino Professora Maria Casimiro Soares (Minhocão).

A iniciativa é um marco para o diagnóstico e escuta de povos quilombolas – crianças, adolescentes, jovens, suas famílias e comunidades –, visando garantir o direito à educação e aos direitos inter-relacionados, fundamentais para enfrentar a cultura de fracasso escolar, demonstrada pela análise dos indicadores de reprovação, distorção idade-série e abandono escolar.

Participaram da ação, gestores, professores, pais e responsáveis, estudantes dos Centros de Educação Quilombola (CEQ) e lideranças de instituições ou entidades quilombolas de todo município.

A Secretária adjunta de Igualdade Racial, Socorro Guterres, participa das oficinas e destaca o papel da SEIR no acompanhamento do processo de implementação das diretrizes curriculares voltadas à educação escolas quilombola:

“É um processo muito importante diante da necessidade da implementação das diretrizes, para que a partir da implementação dessas diretrizes tenhamos alunos com uma trajetória de ensino de qualidade, com reflexão sobre a realidade e de superação das dificuldades”, destacou a Secretária.

Bacabal é o terceiro município do Maranhão que já recebeu o ciclo de oficinas diagnósticas. “Essa é a principal e mais importante estratégia de nosso programa no momento no Maranhão focada em populações tradicionais. A iniciativa Trajetórias de Sucesso Escolar Quilombola implica um diálogo direto com estudantes, professores, gestores, família, e líderes dos movimentos quilombolas para que eles informem aos gestores de educação no Maranhão qual é a educação que eles querem e que faz sentido para seus projetos de vida. Com esse diagnóstico, avançamos um passo a mais para garantir direitos de crianças e adolescentes quilombolas na educação e nas demais políticas públicas”, esclarece Angelo Damas, especialista em Educação e Proteção do UNICEF no Maranhão.

“Temos potencializado as discussões acerca da educação para as populações quilombolas a partir da estruturação do currículo que dialogue com os interesses dessas comunidades para o oferta de ensino de qualidade. Temos avançado, em parceria com o UNICEF, no fortalecimento de estratégias que deem emancipação para as escolas e estudantes nos contextos sociais, culturais, sobretudo, educacionais. Agora, na TSE Quilombola, temos uma ferramenta para avaliar quais pontos a gente pode melhorar no nosso atendimento e quais as garantias que vamos ofertar para os professores e estudantes, em uma perspectiva de um currículo que combata o racismo e se amplie para a rede”, afirma Jocenilson Costa, supervisor de Modalidades e Diversidades Educacionais da Seduc.

 

Com informação da SEDUC/MA